CIDADANIA 23
Diretório Estadual do Paraná
Curitiba, 03 de Agosto de 2017.
09:33
A Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (02), que a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva deve ser arquivada. Foram 263 votos a favor do relatório aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que propunha o arquivamento, e 227 votos contra, ou seja, pelo prosseguimento das investigações. A maioria da bancada do PPS votou pela continuidade das apurações.
Robson Gonçalves
Maioria da bancada votou contra o relatório que previa o arquivamento da denúncia
A Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (02), que a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva deve ser arquivada. Foram 263 votos a favor do relatório aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que propunha o arquivamento, e 227 votos contra, ou seja, pelo prosseguimento das investigações. A maioria da bancada do PPS votou pela continuidade das apurações.
O líder do PPS, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), disse que a pequena diferença de 36 votos é, na verdade, “uma fragorosa derrota para o governo Temer”. Jordy lamentou que a Câmara tenha tomado a decisão de arquivar as denúncias que, para ele, são gravíssimas. O líder condenou com veemência o fisiologismo com que o presidente Michel Temer tentou se livrar do processo judicial. Foram usados instrumentos como a liberação de emendas parlamentares.
Jordy rechaçou ainda a incoerência de Temer, que prometeu afastar ministros que fossem denunciados, “mas isso não valeu para ele”. O líder ressaltou ainda que a tradição do PPS é apoiar investigações.
Orientação da bancada
O presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP) disse que acompanhava a orientação da bancada ao votar. A maioria dos parlamentares do PPS decidiu votar pelas investigações. A vice-líder do partido na Câmara, deputada Carmen Zanotto (SC), votou “pela autorização da investigação”.
O deputado federal Rubens Bueno (PR) também votou pelas apurações. “Sim à reforma da Previdência, sim à reforma trabalhista, sim à reforma política, sim à reforma tributária e o voto é sim, pelo procurador-geral da República, e não ao relatório”.
O deputado federal Marcos Abrão (GO) foi firme ao votar contra o relatório. O deputado Alex Manente votou não ao parecer do deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) em nome da coerência. A deputada federal Pollyana Gama (SP) argumentou, para votar pela continuidade das investigações, que “retomar a credibilidade do país exige combate à corrupção e coerência nas atitudes”.
A deputada federal Eliziane Gama (MA) disse não ao relatório por ser “contra a corrupção e também porque ninguém está acima da lei”. Eliziane dedicou seu voto ao povo sofrido do Brasil. “Eu voto não ao Temer”, disse.
“As denúncias contra o presidente são graves, consistentes e precisam ser investigadas já”, disse a deputada Luzia Ferreira (MG), ao votar pelo prosseguimento das investigações.
Voto a favor
O deputado federal Arthur Maia (BA) votou a favor do relatório. “Voto a favor da recuperação da economia, de milhões de desempregados que estão vendo, neste momento de recuperação econômica, a sua salvação”, explicou o parlamentar.