CIDADANIA 23
Diretório Estadual do Paraná

Curitiba, 22 de Agosto de 2017.
13:53


Projeto de Cristovam sobre acompanhamento do Plano Nacional de Educação vai a votação em comissão

Pillar Pedreira/Agência Senado

De acordo com o projeto, relatório deve ser aprovado a cada dois anos

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado pode votar nesta terça-feira (22) relatório da senadora Simone Tebet (PMDB-MS) ao projeto de autoria do senador Critovam Buarque (PPS-DF) que determina como se dará a fiscalização e o acompanhamento dos resultados do PNE (Plano Nacional de Educação) por parte do Congresso Nacional.

O projeto (PLS 746/2015) estabelece que a cada dois anos, até o dia 25 de junho, o governo federal deve enviar ao Congresso e divulgar na internet o Relatório de Avaliação do PNE, com uma avaliação da possibilidade de cumprimento das metas previstas no plano.

O relatório deverá conter ainda medidas corretivas necessárias para o alcance das metas, nos casos em que elas estiverem sendo negligenciadas. Também deverá ser detalhado pelo governo como está ocorrendo a execução financeira e física dos programas e ações previstos.

A votação é terminativa, ou seja, se o texto for aprovado na Comissão de Educação e não houver recurso para que seja votado pelo Plenário, o projeto segue para a Câmara dos Deputados.

Padrões para escolas

As escolas de educação básica deverão obedecer a padrões mínimos de construção, segundo o Projeto de Lei do Senado 525/2009, também na pauta da Comissão de Educação. O projeto tem voto favorável da relatora, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), na forma de um substitutivo.

Também de autoria do senador Cristovam Buarque, o projeto estabelece que a União terá que definir as condições adequadas de funcionamento para as escolas, relativas à construção e aos materiais pedagógicos. O objetivo é garantir um padrão mínimo nacional de qualidade do ensino em todos os níveis educacionais.

A relatora retirou dispositivo do projeto original segundo qual governadores e prefeitos que não fizessem essa cobrança às suas redes de ensino poderiam ser punidos com a inelegibilidade para mandatos futuros e para outros cargos. Na avaliação de Marta Suplicy, essa norma poderia ser contestada na Justiça, e, por isso, ela a retirou do texto.

O projeto também é terminativo na Comissão de Educação do Senado. (Com informações da Agência Senado)