Curitiba, 28 de Fevereiro de 2026.
12:26
Na Quarta-Feira de Cinzas de 2001, mais especificamente no dia 28 de fevereiro, a cidade de Mariluz foi abalada por um crime que repercutiu em todo o Brasil. O vice-prefeito Ayres Domingues, então filiado ao PPS, e o presidente municipal da sigla, Carlos Alberto de Carvalho, foram vítimas de um atentado que chocou a população.
Na Quarta-Feira de Cinzas de 2001, mais especificamente no dia 28 de fevereiro, a cidade de Mariluz foi abalada por um crime que repercutiu em todo o Brasil. O vice-prefeito Ayres Domingues, então filiado ao PPS, e o presidente municipal da sigla, Carlos Alberto de Carvalho, foram vítimas de um atentado que chocou a população.
As investigações apontaram que o crime foi encomendado pelo então prefeito de Mariluz, Padre Adelino Gonçalves. A tragédia ganhou destaque nacional. O episódio deixou marcas profundas na memória da cidade e do partido. Para muitos, trata-se de um exemplo doloroso de como disputas políticas podem ultrapassar os limites da democracia e se transformar em atos de brutalidade.
O Crime
Segundo dados do inquérito, as vítimas estavam conversando no escritório de uma delas quando foram surpreendidas por um indivíduo armado e que efetuou vários disparos contra os dois. O vice-prefeito Ayres morreu no local. Carlinhos, dias depois, em 2 de março, no hospital em Umuarama.
Nas investigações da época, fatos acusavam o padre Adelino Gonçalves de abusos sexuais no município. Após a ameaça, Adelino temeu ser denunciado e planejou o homicídio de Carlinhos, mas quando o assassino chegou ao local se deparou com Ayres e assassinou os dois.
Padre Adelino foi condenado a 18 anos e nove meses de prisão pelas mortes de dois políticos do PPS (hoje cidadania23). O autor do crime, um ex-policial militar, morreu na cadeia.